Pragas no jardim? Tratamos antes que se espalhem.
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Neste artigo (7 secções)
Uma Praga Nova Para uma Planta Clássica
O buxo é a planta dos jardins formais: sebes baixas aparadas a régua, bolas, espirais e bordaduras de canteiros. Durante séculos quase não teve pragas sérias. Isso mudou com a chegada à Europa da lagarta-do-buxo ou traça-do-buxo (Cydalima perspectalis), uma borboleta de origem asiática que se espalhou rapidamente pelo continente e já está presente em Portugal.
A lagarta alimenta-se quase só de buxo e é capaz de desfolhar uma sebe inteira em poucas semanas. Em jardins onde o buxo é a estrutura do desenho, o prejuízo é grande.
Como Reconhecer a Lagarta-do-Buxo
- Folhas roídas ou reduzidas a uma película transparente, começando pelo interior da planta
- Teias finas entre as folhas e os ramos, com excrementos verdes presos
- Zonas do buxo que ficam castanhas e secas, como se tivessem queimado
- Lagartas verdes com riscas pretas e brancas e pontos negros, com até 4 cm, escondidas no interior
- Borboletas brancas com as bordas das asas castanhas (há também uma forma toda castanha), sobretudo ao fim do dia
O ataque começa quase sempre por dentro da planta, por isso quando se nota por fora a infestação já vai adiantada. Afaste os ramos e olhe para o interior da sebe.
Lagarta ou Doença? Não Confunda
O buxo também sofre de doenças fúngicas que o deixam castanho. A diferença é importante, porque o tratamento é completamente diferente:
| Lagarta-do-buxo | Doença fúngica | |
|---|---|---|
| Teias e excrementos | Sim | Não |
| Folhas | Roídas, reduzidas à película | Manchas castanhas, caem inteiras |
| Ramos | Casca roída em ataques graves | Riscas escuras na casca |
| Quando piora | Primavera ao outono | Tempo húmido e quente, pouca ventilação |
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O Ciclo: Várias Gerações por Ano
As lagartas passam o inverno abrigadas em pequenos casulos no interior do buxo e voltam a comer quando as temperaturas sobem, na primavera. No clima português há normalmente duas a três gerações por ano, com lagartas ativas entre março e outubro. É por isso que um único tratamento raramente chega.
Como Tratar
1. Bacillus thuringiensis
É o tratamento de referência. Trata-se de uma bactéria que só afeta lagartas que a ingerem, com baixo impacto para pessoas, animais e insetos úteis. Para resultar tem de:
- Ser aplicado quando as lagartas são pequenas
- Chegar ao interior da planta, onde elas comem — molhar só a superfície não chega
- Ser repetido a cada nova geração
2. Remoção manual e água
Em bolas e pequenas sebes, retirar as lagartas à mão e abrir as teias com um jato de água forte baixa muito a população. Recolha as lagartas que caem, senão voltam a subir.
3. Armadilhas de feromona
Capturam as borboletas macho e mostram quando começa cada voo. Cerca de uma a duas semanas depois de um pico de capturas nascem novas lagartas — é o momento certo para tratar.
4. Poda de limpeza
Retire as partes secas e muito afetadas depois de controlar a praga. Uma adubação ligeira ajuda o buxo a rebentar de novo.
Se a Praga Volta Todos os Anos
Onde a lagarta-do-buxo se instalou, não desaparece. As opções são duas: vigiar e tratar todos os anos em cada geração, o que resulta bem num contrato de manutenção regular, ou substituir gradualmente o buxo por plantas parecidas que não são atacadas, como o azevinho-japonês (Ilex crenata), a Lonicera nitida ou o teixo.
Precisa de Ajuda com o Buxo?
Em sebes extensas e jardins formais, chegar ao interior de todas as plantas na altura certa é o que decide o resultado. No nosso serviço de tratamento de pragas identificamos a causa, tratamos em cada geração e acompanhamos a recuperação, e na manutenção de sebes a vigilância do buxo faz parte de todas as visitas.
Veja também o guia geral de pragas e doenças do jardim.
Pragas no jardim? Tratamos antes que se espalhem.
Diagnóstico no local e tratamento na época certa, com os produtos certos para cada praga: cochonilha, pulgões, processionária, escaravelho-da-palmeira e lagarta-do-buxo. Avisamos sempre dos prazos de segurança para crianças e animais.
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Trabalhamos em Sintra, Mafra, Cascais, Oeiras, Lisboa, Loures, Odivelas, Amadora, Torres Vedras, Almada e Seixal.
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